terça-feira, 26 de outubro de 2010

Solidariedade

A solidariedade não tem fronteiras, nem raças. Aqui está a prova disso.
O mundo seria bem mais bonito se todos colaborassem, para o bem da humanidade. 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Estamos sempre a aprender

Hoje o "PA" Paulo Adriano, ensinou-me a ir ao youtobe  buscar um video para meter no meu blogue. Fiquei feliz porque foi mais uma coisa que aprendi. Nunca é tarde para aprender. Obrigado Paulo.

Santos e Pecadores- Fala-me de amor

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os meus descendentes

Ano e meio depois de casada, a 24 de Janeiro de 1979, na Nazaré, nascia, o meu primeiro filho, Sérgio, hoje com 31 anos. Três anos mais tarde, a 2 de Maio de 1982, nascia, em Leiria, o Vasco, hoje com 28 anos.

Além de dolorosos, estes dois dias foram marcantes nas nossas vidas.
Pela primeira vez senti a responsabilidade de ser mãe.
Era a mulher mais feliz! 

A inexperiência corria-me no sangue.
Os medos de poder magoar ou não satisfazer o recém-nascido preenchiam-me a alma.
Mas o instinto materno prevalece. Tudo se recompôs.

Estas duas crianças, transformaram-se em homens, de quem tenho muito orgulho.
São saudáveis, responsáveis, ajudam-me nas tarefas domésticas, mantemos uma boa relação, conversamos, discutimos, sempre dentro do bom conceito de família.

Regresso a casa

António construiu uma casa, para a qual, fomos viver assim que casamos. Depois de Porto de Mós e Alemanha, regresso à Calvaria, onde parte da minha família residia.

 Agora casada, as tarefas multiplicam-se, além das domésticas, o campo e o gado precisam de mim.
Tudo o que uma mulher do campo pode fazer, eu aprendi.
Tratar de porcos, coelhos, vacas, cabras, ordenhar, cozer pão, fazer enchidos, queijos, são algumas das tarefas. Sentia-me feliz, gostava do que fazia, andava sempre ocupada e assim passavam os dias. Nesta altura os meus sogros, de quem gostava muito, ajudaram-me a ultrapassar algumas dificuldades.

O meu casamento

Tinha eu 17 anos, quando fui convidada para madrinha do baptizado da “Madalena Maria”, filha de um casal de amigos. Neste dia conheço o padrinho da menina, que mais tarde viria a ser o meu marido.
Ficamos amigos e mantivemos sempre o contacto por carta.
Sempre que vinha de férias, cá estava ele esperando por mim, sem nunca me pedir namoro. Mas as cartas revelavam o seu interesse por mim, enquanto que, o meu amor por ele despertava. No Verão de 1976, acontecia o primeiro beijo e a 24 de Julho de 1977, contraía o matrimónio.
Às 11h00 da manhã, do dia 24 de Julho, seguia eu, a pé, em direcção à igreja de Calvaria de Cima. Vestida de branco e com todos os meus convidados atrás, ia ao encontro do meu sonho.
Casei!
António, era mais velho do que eu 11 anos, e quer queiramos quer não, era alguém que ainda mal conhecia.
Ao lado dele sentia-me segura e confiante. Era um homem calmo e maduro.

Nunca mais voltei à Alemanha.

Na Alemanha

Adaptei-me com alguma facilidade a este novo mundo.
Comecei por ficar em casa a tomar conta dos meus sobrinhos, entretanto frequentei a escola alemã, com o objectivo de aprender a língua.  
Empreguei-me numa fábrica de confecções, ao mesmo tempo que continuava com os estudos à noite.
Às 5h30m da manhã, levantava-me, e de bicicleta ia ao encontro do autocarro da firma, no centro da cidade. Às 15h30m, estava de regresso a casa. Foi nesta fábrica que criei grandes amizades, que se vão mantendo. Estas amigas ajudaram-me muito a desenvolver a língua. Foi com elas que fui ao cinema, que conheci os jardins e os parques de diversão. Foi também com elas que, pela primeira vez, entrei numa discoteca.
Nesta altura, acompanhada do meu irmão, da minha cunhada e dos meus sobrinhos, acabei por viajar e explorar a Alemanha e por conhecer alguns países, como a França, Holanda, Bélgica e Inglaterra.
Sempre que podia, nas férias grandes e no Natal, regressava a Portugal.
Foi numa destas férias de Verão, que conheci o “António”.